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Quintal-de-mim

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Estou aqui pensando no quanto o quintal é esse lugar que abarca bordado e o plantar. O que é o quintal? "Meu quintal é maior que o mundo" diria o poeta Manoel de Barros.  Mas o que é um quintal? Quintal-mato, quintal-casa, quintal-mundo.  Quero falar do quintal-de-mim. Eu possuo vários quintais. Lugares no qual vou para colher algo, coletar desimportâncias, estar me deixando em fazer ou  não fazer. Algumas vezes ele nem é material, mas está em mim, é um canto de mim, uma cadeira que me deixo estrar comigo mesma, que tem algumas cores, rosas, com certeza, e que vingaram veja bem! Ele é um canto construído em mim que me abriga de maneira aberta - pois o quintal pode até ser cercado, mas ele ainda é aberto, possui em algum lugar a infinitude, seja o céu acima ou a vista à frente. Ou ambos. Ou apenas uma fresta que dá para isso. Então nele há algo de desprotegido, e como é bom às vezes abrir a guarda e se deixar afetar pelo que vem! Sobre os meus quintais externo, há o da min...

[FotoGrafiar] Por uma Geografia ordinária através da arqueologia das imagens fotográficas

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 Criação de Valéria Amorim do Carmo "A foto lembra, minha avó...nós morávamos em um lugar que tinha muitos pés de goiabas e ela fazia doce de goiaba é nos colhíamos as goiabas e ela fazia o doce de goiaba numa tacha como o da foto. Ficava maravilhoso. Ela sempre gostou de cozinhar no fogão á lenha e de fazer doces de mamão, goiaba, abóbora, etc. Como minha avó veio do interior e eu passei boa parte da infância com ela, nós plantávamos muita coisa e fazíamos muitos doces e outras coisas também...claro” "o meu encontro com o Vale Jequitinhonha se deu de formas a travessar-me. Muita coisa em mim chega antes desapercebidas, ou ainda não havia me encontrado. As marujadas, catopés e folias de reis também me encontraram, sensações de alegria com o canto, com o tocar do tambor, com a fé. As portas das igrejas católicas se abrem para a fazeção de um enorme momento de fé. As roupas, com cores que simbolizam alguma querência (paz, saúde, amor), mas que também representam santos de fé. O...

Por uma geografia das emoções

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No dia 5 de agosto de 2020, às 19h, tivemos o prazer de receber a prof. Dra. Marcia Alves, da UFMT, para uma partilha sobre a geografia das emoções .  Potencializamos esse encontro na intimidade das emoções compartilhadas!  Na ocasião, a professora apresentou um mapa das emoções, permeado por seus caminhares pelo mundo, inclusive literários. Conhecemos um pouco sobre o que a move e afaga, e pudemos entender melhor as influências e intercâmbios da Geografia das Emoções! Agradecemos a professora Márcia Alves pela partilha! 💙

Edição especial da Revista Geografias - IX SEGHUM

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Temos o prazer de divulgar a Edição Especial da Revista do Departamento de Geografia da UFMG - IX Seminário Nacional sobre Geografia e Fenomenologia (SEGHUM). O   IX   Seminário   Nacional   sobre   Geografia   e   Fenomenologia   (SEGHUM) organizado  pelo  Grupo  de  Geografia  Humanista  (GHUM)  e  pelo  Núcleo  de  Geografia Humanista (NPGEOH), ocorreu em agosto de 2018, no auditório do Instituto de Geociências da UFMG. A Edição Especial da Revista Geografias, v. 27 n. 3 (2019) , apresenta alguns trabalhos discutidos durante o evento.  Confira aqui! Para saber mais sobre o IX Seminário Nacional sobre Geografia e Fenomenologia (IX SEGHUM), clique aqui . 

Lugar de reza em tempos de festa: Tibuna/MG

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Na coluna "nossa geografia humanista" de hoje, apresento o trabalho de conclusão do curso da nossa querida npgeoniana geógrafa professora  Ludmila Virgínia Pereira Gondim , denominado "Tibuna: um lugar de reza em tempos de festa" , apresentado ao  Departamento de Geografia da UFMG em 2016.  Ludmila vive o sagrado em tempos de festa na pequena comunidade mineira de Tibuna. " Apesar da proximidade com Belo Horizonte, a comunidade possui características entrelaçadas de um cotidiano citadino e rural. Preserva ao longo dos anos uma memória cultural religiosa que é passada através das gerações pela manutenção de um modo de ser do homem religioso e pelo reviver da experiência religiosa no período festivo." (GONDIM, 2016, p. 7). Fotografia de Ludmila Gondim (2016) Confira um trecho desse trabalho abaixo.  BATENDO O MARTELO Embarquei pela estrada dessa pesquisa me propondo a fazer diversas coisas como participar da festividade de São Geraldo não apena...

Ao redor da fogueira - por uma geografia abrasiva e acolhedora 🔥

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A fogueira do encontro esquentou nossos peitos em meio ao virtual na última segunda-feira, dia 27 de julho de 2020, às 19h. 🔥 Recebemos a professora e doutoranda Elisabete de Fátima Farias Silva  [Lisa Farias], da Unicamp, em uma conversa abrasadora, em que os sentidos do fogo foram alimentados por suas reflexões, vivências e nossas memórias compartilhadas no coletivo.  "Ao redor da fogueira - por uma geografia abrasiva e acolhedora" aconteceu em uma noite de intensa presença, que crepitou fogos em nós e o desejo do encontro e partilha ao redor da fogueira. Os sabores, os sons, os calores, as descobertas e a relação do fogo com outros corpos, como a madeira e a água, foram contemplados e a possibilidade de uma geografia abrasiva e acolhedora acalentada.  As reflexões que trazem essa geografia abrasadora fazem parte da pesquisa de doutorado da professora Lisa Farias, denominada: "Saber-fazendo tambores com fogo: ancestralidade desde corpo-terra", que está em produçã...

Dia Internacional do Bordado!

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  Hoje é dia Internacional do Bordado! Trouxe para nós assim, uma união linda e necessária, do bordado com a poesia! É um projeto de 2010 que foi desenvolvido em Contagem, Minas Gerais. O projeto chama-se "Bordando Poesia". 18 Bordadeiras se uniram e desenvolveram livros com poemas próprios bordados à mão. Vejam a seguir a foto de um desses feitos:  Foto retirada de  E essa data surgiu em 2011, quando, segundo as meninas do Clube do Bordado, na Academia de Bordado de  Täcklebo, na Suécia se uniram "(...)  artistas, educadores, curiosos e historiadores afim de promover o bordado como expressão artística e conscientizar sobre a tradição da técnica. A criação desse grupo surgiu com o propósito de criar uma comunidade para fortalecer laços de quem trabalha com bordado.". Lindo né? Fizeram até um manifesto, que pode ser lido em inglês nesse link  :  https://tacklebony.files.wordpress.com/2012/06/embroidery_manifesto_-english.pdf  e fala sobre o bo...

“Eu vejo Deus no fio da água que brota na terra.” (D. Maria)

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Na coluna "nossa geografia humanista" de hoje, apresento um trabalho que vem dos primórdios da nossa trajetória em grupo de geografia humanista, dos primeiros passos desse caminho que nos faz caminhantes ainda hoje... "Representações da seca no imaginário dos sujeitos rurais da Inhaúma-MG"   é a tese de doutorado da professora doutora Virgínia de Lima Palhares , apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFMG em 2010.  Virgínia segue o rastro da seca no olhar e na fala do povo de Inhaúma-MG, descobrindo gentes e paisagens no processo. Fotografias de Virgínia Palhares (2010, p. 151) Confira abaixo um trecho desse trabalho fundamental! Representar o universo simbólico dos sujeitos rurais da Inhaúma por meio da imagem foi uma experiência fascinante. Durante a pesquisa em campo, nosso olhar foi direcionado diversas vezes para atender ao olhar de nossos guias. Embora não tenham sido eles próprios os autores das fotografias, elas foram reg...

[TRAVESSIA] Alice

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ALICE Ouço dizer que o belo é subjetivo, e não discordo. A beleza é o mundo que nos invade, e tomando forma, passa a ser sentida na carne de nosso corpo.  Quando me falta os passos me desespero. Me resta lembrar-pensar por onde andei,  e lembrando pensando andado,  reafirmo o desejo de meu corpo agora empoeirado. Maldito o corpo que se nega a travessia. Mesmo que amemos os lugares,  é da beleza da vida entender seus limites. Se falo da rosa, Alice,  roseira espinhosa que se enrama entre dois ou três buracos abertos, para depois desabrochar e gerar mudas. Alice não para, enquanto o mundo às vezes é parado demais. Beleza incondicional, sorrateiro sorriso que faz desmanchar os olhos. Com Alice aprendi a ser mais mundo, e ser o mundo que aqui dentro está. Enquanto os jardins se elevam, Babilônia incompreendida, Alice escapa por onde o muro faz frestas. Corpocontinente! Fotografia: Acervo de Alice no Facebook

O Rio sou eu?

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Na coluna "nossa geografia humanista" de hoje, apresento o trabalho de conclusão de curso da nossa borboleta, a geógrafa  Vanessa Dias de Araújo, denominado  "O Rio sou eu?" , apresentado  ao  Departamento de Geografia da UFMG em 2017. Esse trabalho apresenta um intenso processo de transformação, da cidade que come seus rios e os enterra, da mulher-borboleta que se avoa em outras poéticas, do saber que se faz corpo. O Rio sou eu? - questão movente de uma pesquisa-árvore. Fonte: ARAUJO, 2017. Acompanhe aqui um trecho, bem inicial, desse trabalho. O estudo que se segue é o porvir de dois incômodos: um de natureza visível e o outro de ordem abstrata. Falo de dois âmbitos da experimentação do mundo: o da matéria e o da imaginação. Essas duas feições, no entanto, se compõem, afinal o devaneio emana do real. Quanto à matéria: água, águas fugazes – rio; quanto à imaginação: simbolismo, poética da liquidez. Esses incômodos acometeram-me em função de uma im...