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"Sou Alice, da bacia do Opará e você? É de qual bacia?" 💦💙

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Em meio ao silêncio barulhento da cidade, de onde escrevo, reflito: é imperativo o retorno da coluna "nossa geografia humanista" após algum tempo de interrupção. Isso porque está no ar a dissertação de mestrado da agora doutoranda Alice Bessa (UFAM).  A dissertação "Opará vive em Francisco, Rosa e Maria: Imersões na paisagem-rio de barrancas em ameaça"   da mestra Alice de Bessa Silva está disponível para imersão e leitura.  A força de suas palavras canta uma paisagem e aprofunda um porto numa geografia desde aqui. Mais do que isso: nos revela um rio São Francisco vivo, ameaçado e resistente. Nos lembra da importância de se entender a natureza em suas corredeiras, em suas vertentes, em seus rios que se juntam e caminham água: em suas bacias hidrográficas. O trecho que dá título a esse comunicado é de Alice (BESSA, 2023, p. 134): "Sou Alice, da bacia do Opará e você? É de qual bacia?". Revela um sonho ou, quiçá, uma sociedade que se faz em outros termos.  O...

Defesa de Dissertação - Alice de Bessa Silva 💙

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Temos o prazer e alegria de anunciar a defesa do mestrado da maravilhosa Alice de Bessa Silva amanhã, dia 28 de abril de 2023 às 13:00 de Manaus, 14:00 de Brasília.  A defesa acontecerá no modo virtual pelo Google Meet.  A dissertação, nomeada de "Opará vive em Francisco, Rosa e Marias: imersões na paisagem - rio de barrancas em ameaça" , foi desenvolvida com orientação da profa. Dra. Amélia Regina Batista Nogueira no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).  Viva Alice! Viva suas palavras que encantam, que transformam, que cantam dores e ameaças nesse brasil-mundo construído todos os dias no suor dos seus trabalhadores e trabalhadoras que dia após dia sustentam TUDO com sua labuta!  💙

Npgeoh em peso na nova edição da Revista Geograficidade! 💙

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O número especial de 10 anos do SEGHUM da Revista Geograficidade foi lançado e conta com artigos, resenhas e experimentações das npgeoas Aline, Alice, Virgínia, Valéria e Marina! Confira aqui!  💙 v. 10 (2020): Outono 2020 - Número Especial - Entre passado e futuro: SEGHUM 10 anos 💙 💙 💙 💙

O pássaro avuô: diário de bordo sobre práticas de afloramento das geograficidades através do corpo.

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  Um Piaya Cayana , pássaro conhecido como alma-de-gato aqui no norte mineiro tem pousado-cantante nos primeiros planos das paisagens das minhas janelas. A última vez que vi um desses tão de perto foi enquanto era aluna de graduação, comprometida com as geomorfologias terráqueas; as formas que a dança entre a água, o ar e a terra deixam sob nossos pés. Aquele pouso nas grades da janela-leste, amanhecendo a atmosfera da avenida Antônio Carlos, me trouxe uma epifania. Naquele canto-pássaro que amanhecia, percebi uma ponte essencial entre os seres e a Terra. Precisava então me voltar para as humanísticas entrelaçadas naquelas morfologias. Precisava entender as intersubjetividades e subjetividades dos corpos no mundo. Os encontros entre as formas-corpo, as formas-alma, as formas-espirito e as formas-Terra. Desde aquele dia, essas foram  minhas geografias. Nesse caminho, encontrei pessoas que também buscavam encontros geografia-ser. Sedentas e bebendo bibliografias que me acalmara...

29 de maio: Viva as geografias!

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Salve o tempo e espaço que nossos pés percorreram até decidirmos navegar pelo mar da absorção e percepção geográfica do mundo. Salve os tempos que nos atravessaram e atravessam, vidas, corpos, linguagens, discursos, mapas, identidades, culturas, paisagens, enredos. O que nos tocou primeiro para nos portarmos nessa azáfama ao lado dos anticorpos da mãe Terra, renegando, muitas vezes, ações da nossa espécie humana. Quando o prisma do nosso olhar se descortinou do polígono e ficou mais amplo nos sentidos horizontais e verticais. Expandiu-nos. Explodiu-nos. O momento primeiro em que nos percebemos geógrafas e geógrafos. E hoje, salve os instantes inteiros em que cultuamos nossa visão, observação e ação cotidiana movida por esse tornar-se. Nascemos nesse desbravamento e de repente decidimos desenhá-lo, recriá-lo, transformá-lo. Que cultivemos esse fazer de nosso interior para o exterior. Interior do corpo. Interior da Terra. Interior da Terra que passou a ser nosso corpo de forma conscient...

Das avenidas centrais mineiras até o alto dos becos pernambucanos: Um diário de bordo que trança os fios do maracatu por Alice Bessa

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O caminho junto da expectativa de Recife (Escritos avulsos durante a viagem, dias 27 de abril até 29 de maio) Próximo a Itaobim/MG (BR 116) Subir nordeste afora no outono pode revelar paisagens secas e acinzentadas mesmo neste mês úmido (de chuvas frontais recorrentes), algo me diz que houve uma seca avassaladora, um raio de sol é o suficiente para a paisagem ficar cor de palha. Em alguns momentos me deparo com oásis verdes, são as veias férteis do sertão. Alguns paredões esbranquiçados me fazem pensar que há calcário aqui... Mas minhas expectativas de chegada devoram as paisagens reais em muitos momentos... [Bom, sobre as estadias, espero ficar na primeira semana na casa de um amigo no bairro do Recife (mancha central), o Biano; só depois quero ir para a sede, quero sentir a cidade primeira, oras! Ir aos movimentos urbanos e sentir como o maracatu se faz ali, sem influencias das pessoas da comunidade que vivem o maracatu, senão não vou conseguir ter uma visão geral e depois pontualizá...