Postagens

Mostrando postagens com o rótulo publicação

Qualificação de mestrado 💙 Matheus Rodrigues

Imagem
💙💙  No dia 25 de junho de 2021, realizamos no Npgeoh a qualificação de mestrado do nosso querido membro Matheus Rodrigues.  Ele apresentou sua escrita parcial da dissertação de mestrado, intitulada "OCUPA UFMG 2016: A EXPERIÊNCIA DA OCUPAÇÃO ESTUDANTIL E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS DA DOCÊNCIA" e recebeu as contribuições do grupo. Trocamos nossas impressões a partir da leitura e apresentação da escrita parcial e confabulamos o desejo por uma metodologia rica de trocas e sensibilidades ocupantes. Parabéns, Matheus! 💙

O mundo está repleto de deuses! (por uma geografia selvagem) 🌼🐗

Imagem
 A coluna "nossa geografia humanista" retorna em 2021 com um trabalho inadiável.  A dissertação   "O mundo está repleto de deuses: sacralização da natureza e conservação da vida"  da mestra  Vanessa Araújo! 💚 Para se entregar a essa leitura, é preciso estar atenta. É uma denúncia que destila a necessária raiva contra os processos que tem nos colonizado e banalizado, passando pelo cristianismo, a ciência moderna europeia e, claro, o capitalismo. Não se trata de palavras conjugadas para soar bonitas. Elas são enfretamento, conexão com algo de profundo, um ataque de garra no âmago - entende a crueza e a pertinência da terra que devora os seres, ao passo que combate a banalidade a que nos submeteu os processos de colonialidade e especismo científico cristão. Exorta: o primeiro passo para a destruição do nosso mundo, das pessoas animais, pessoas vegetais e pessoas minerais, foi a dessacralização operada pela cristianismo, levado a cabo pela ciência moderna europeia ...

[FotoGrafiar] Documentário "Inconfidências" (dir. Maurício Gino/2020)

Imagem
Por Valéria Amorim.   Na luta com flores e facão, sigamos. Muito feliz de poder contribuir em mais este documentário com as imagens do crime da VALE em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, Minas Gerais.  Sinopse: O documentário “Inconfidências” propõe uma reflexão sobre a atividade mineradora no estado de Minas Gerais e seus impactos ao longo dos anos. O filme foi produzido pela equipe de Audiovisual do Espaço do Conhecimento UFMG e conta com a direção do professor Maurício Gino, da Escola de Belas Artes da Universidade. O vídeo está estreando hoje, dia 11/12/20, dentro das comemorações dos 10 Anos do Espaço do Conhecimento UFMG, e foi feito em formato fulldome, para que seja futuramente exibido no Planetário do museu. Acesse o documentário por aqui!

Anais do Diálogos Humanistas VI

Imagem
Aconteceu nos dias 04 e 05 de dezembro de 2020, o VI Diálogos Humanistas! O evento foi totalmente virtual e contou com três espaços de diálogos e uma palestra. O evento foi lindo! Tivemos a oportunidade de conhecer as pesquisas e intenções de pesquisar dos nossos colegas, suas inspirações, aventuras, com bastante sensibilidade e reflexão! Discutimos sobre a necessidade do sensível e de se deixar afetar na busca por realizar uma Geografia Humanista, bem como da necessidade de promover encontros que potencie novas reflexões e ações!  Ouvimos músicas e fotografias, cantamos juntas e juntos, nos embrenhamos em rios, comunidades, cidades, viagens, experiências! Nas pontes de diálogos que se formaram, seguimos! Para conferir a programação, clique aqui! Para acessar os Anais do evento, clique aqui!  Para assistir a gravação do evento, clique aqui! Uma das participantes desse Diálogo incrível, Letícia, Pessanha, escreveu algumas palavras pra nos brindar:

Npgeoh em peso na nova edição da Revista Geograficidade! 💙

Imagem
O número especial de 10 anos do SEGHUM da Revista Geograficidade foi lançado e conta com artigos, resenhas e experimentações das npgeoas Aline, Alice, Virgínia, Valéria e Marina! Confira aqui!  💙 v. 10 (2020): Outono 2020 - Número Especial - Entre passado e futuro: SEGHUM 10 anos 💙 💙 💙 💙

[FotoGrafiar] Por uma Geografia ordinária através da arqueologia das imagens fotográficas

Imagem
 Criação de Valéria Amorim do Carmo "A foto lembra, minha avó...nós morávamos em um lugar que tinha muitos pés de goiabas e ela fazia doce de goiaba é nos colhíamos as goiabas e ela fazia o doce de goiaba numa tacha como o da foto. Ficava maravilhoso. Ela sempre gostou de cozinhar no fogão á lenha e de fazer doces de mamão, goiaba, abóbora, etc. Como minha avó veio do interior e eu passei boa parte da infância com ela, nós plantávamos muita coisa e fazíamos muitos doces e outras coisas também...claro” "o meu encontro com o Vale Jequitinhonha se deu de formas a travessar-me. Muita coisa em mim chega antes desapercebidas, ou ainda não havia me encontrado. As marujadas, catopés e folias de reis também me encontraram, sensações de alegria com o canto, com o tocar do tambor, com a fé. As portas das igrejas católicas se abrem para a fazeção de um enorme momento de fé. As roupas, com cores que simbolizam alguma querência (paz, saúde, amor), mas que também representam santos de fé. O...

Edição especial da Revista Geografias - IX SEGHUM

Imagem
Temos o prazer de divulgar a Edição Especial da Revista do Departamento de Geografia da UFMG - IX Seminário Nacional sobre Geografia e Fenomenologia (SEGHUM). O   IX   Seminário   Nacional   sobre   Geografia   e   Fenomenologia   (SEGHUM) organizado  pelo  Grupo  de  Geografia  Humanista  (GHUM)  e  pelo  Núcleo  de  Geografia Humanista (NPGEOH), ocorreu em agosto de 2018, no auditório do Instituto de Geociências da UFMG. A Edição Especial da Revista Geografias, v. 27 n. 3 (2019) , apresenta alguns trabalhos discutidos durante o evento.  Confira aqui! Para saber mais sobre o IX Seminário Nacional sobre Geografia e Fenomenologia (IX SEGHUM), clique aqui . 

Lugar de reza em tempos de festa: Tibuna/MG

Imagem
Na coluna "nossa geografia humanista" de hoje, apresento o trabalho de conclusão do curso da nossa querida npgeoniana geógrafa professora  Ludmila Virgínia Pereira Gondim , denominado "Tibuna: um lugar de reza em tempos de festa" , apresentado ao  Departamento de Geografia da UFMG em 2016.  Ludmila vive o sagrado em tempos de festa na pequena comunidade mineira de Tibuna. " Apesar da proximidade com Belo Horizonte, a comunidade possui características entrelaçadas de um cotidiano citadino e rural. Preserva ao longo dos anos uma memória cultural religiosa que é passada através das gerações pela manutenção de um modo de ser do homem religioso e pelo reviver da experiência religiosa no período festivo." (GONDIM, 2016, p. 7). Fotografia de Ludmila Gondim (2016) Confira um trecho desse trabalho abaixo.  BATENDO O MARTELO Embarquei pela estrada dessa pesquisa me propondo a fazer diversas coisas como participar da festividade de São Geraldo não apena...

“Eu vejo Deus no fio da água que brota na terra.” (D. Maria)

Imagem
Na coluna "nossa geografia humanista" de hoje, apresento um trabalho que vem dos primórdios da nossa trajetória em grupo de geografia humanista, dos primeiros passos desse caminho que nos faz caminhantes ainda hoje... "Representações da seca no imaginário dos sujeitos rurais da Inhaúma-MG"   é a tese de doutorado da professora doutora Virgínia de Lima Palhares , apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFMG em 2010.  Virgínia segue o rastro da seca no olhar e na fala do povo de Inhaúma-MG, descobrindo gentes e paisagens no processo. Fotografias de Virgínia Palhares (2010, p. 151) Confira abaixo um trecho desse trabalho fundamental! Representar o universo simbólico dos sujeitos rurais da Inhaúma por meio da imagem foi uma experiência fascinante. Durante a pesquisa em campo, nosso olhar foi direcionado diversas vezes para atender ao olhar de nossos guias. Embora não tenham sido eles próprios os autores das fotografias, elas foram reg...

O Rio sou eu?

Imagem
Na coluna "nossa geografia humanista" de hoje, apresento o trabalho de conclusão de curso da nossa borboleta, a geógrafa  Vanessa Dias de Araújo, denominado  "O Rio sou eu?" , apresentado  ao  Departamento de Geografia da UFMG em 2017. Esse trabalho apresenta um intenso processo de transformação, da cidade que come seus rios e os enterra, da mulher-borboleta que se avoa em outras poéticas, do saber que se faz corpo. O Rio sou eu? - questão movente de uma pesquisa-árvore. Fonte: ARAUJO, 2017. Acompanhe aqui um trecho, bem inicial, desse trabalho. O estudo que se segue é o porvir de dois incômodos: um de natureza visível e o outro de ordem abstrata. Falo de dois âmbitos da experimentação do mundo: o da matéria e o da imaginação. Essas duas feições, no entanto, se compõem, afinal o devaneio emana do real. Quanto à matéria: água, águas fugazes – rio; quanto à imaginação: simbolismo, poética da liquidez. Esses incômodos acometeram-me em função de uma im...

Leituras e rodas de debate

Imagem
Na última sexta-feira, 26 de junho de 2020, às 19h, realizamos mais um encontro de debate de artigos de Geografia Humanista.  A discussão desse mês foi sobre o artigo " SOBRE GEOPOÉTICAS E A CONDIÇÃO CORPO-TERRA ", de autoria da geógrafa doutora  Fernanda Cristina De Paula.  Debatamos as geopoéticas, questionando acerca dos acontecimentos geopoéticos vividos pelos membros do grupo e como eles se desdobram na nossa leitura de mundo.  No mês passado, nossa leitura e roda de debate ocorreu no dia 22 de maio de 2020, às 19h, sobre o artigo " SABERES DOS CORPOS ALIMENTADOS: ENSAIO DE GEOGRAFIA HEDONISTA " de autoria do geógrafo doutor  Eduardo Marandola. Na ocasião, discutimos acerca de uma geografia hedonista, do sabor como experiência geográfica e da busca por pesquisar essa temática como chave para compreensão do mundo.  Nossos encontros de leitura e debate acontecem mensalmente! Está interessado em participar? Mande um e-mail para gente em npgeoh@gmail.com! ...

Mulheres e plantas: um saber desde o quintal

Imagem
Na coluna "nossa geografia humanista" de hoje, apresento o trabalho de conclusão de curso de Letícia Moraes, intitulado  "As Mulheres e as Plantas – uma ligação ritualística entre o feminino e o todo" ,  apresentada como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Ciências Socioambientais pela Universidade Federal de Minas Gerais em 2015. Letícia Moraes percorre os quintais na comunidade de André do Mato Dentro, localizada em Santa Bárbara - MG, conversando com mulheres sobre plantas e curas. Sussurram nos seus ouvidos e corpo os ensinamentos de Clarissa Pinkola Estes, autora de "Mulheres que correm com lobos" (1994), que se entrelaçam na carne viva e verde desses seres que ela encontra em campo. Seu trabalho testemunha uma relação orgânica entre mulheres e suas terras, seus quintais habitados por seres potentes e diversos, indicando a necessidade tangente da permanência dessa comunidade frente aos desvarios do capital, aqui explicitado pe...

Caminhos amazônicos: imaginar, olhar, sentir

Imagem
Na coluna "nossa geografia humanista" de hoje, apresento a dissertação de mestrado da geógrafa Juliana Martins Fonseca, intitulada   "Paisagens e imagens amazônicas: caminhos do imaginar, olhar e sentir " , publicada em setembro de 2016 na Universidade Federal de Minas Gerais.  Igarapé - Fotografia de Juliana Martins Fonseca, 2013 O trecho abaixo é um extrato dessa dissertação (pg 78-80): Tinha muito pau memo. No meu caso eu pegava um tanto dessa seringa e ia só picando eles. Só picando assim, eu pegava o motó e ia cortando sem derrubá nenhum. Aí eu vinha aqui e achava um pauzão grosso e jogava em cima e um ia levando o outro para cair tudo. E as ezes tinha hora que você cortava um pau aqui e tinha um cipó lá que puxava um galho laaaá de trás, entendeu? E aí você tinha que dá teu jeito. Pra sair de fora e para aquilo não cair em cima. E nisso eu matei um filho meu  (silêncio) . Bom eu digo que matei assim...  (silêncio) . A Lena estava gestante de set...