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Qualificação de mestrado 💙 Matheus Rodrigues

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💙💙  No dia 25 de junho de 2021, realizamos no Npgeoh a qualificação de mestrado do nosso querido membro Matheus Rodrigues.  Ele apresentou sua escrita parcial da dissertação de mestrado, intitulada "OCUPA UFMG 2016: A EXPERIÊNCIA DA OCUPAÇÃO ESTUDANTIL E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS DA DOCÊNCIA" e recebeu as contribuições do grupo. Trocamos nossas impressões a partir da leitura e apresentação da escrita parcial e confabulamos o desejo por uma metodologia rica de trocas e sensibilidades ocupantes. Parabéns, Matheus! 💙

Ateliê de escrita | Morangos 🍓

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🍓 Em vermelho tom, fruta não nossa. Nunca vi morango no doce feito na roça. Mas vi na novela. E no programa de culinária. Então para amanhã teremos torta de morangos a ser servida para o chá da tarde com alguém. Uma toalha de rosas. Xícaras de porcelana com flor. Chapéu, tempo leve. Conversa, riso.  Temperatura calma. Chique.  Morangos são sonhos. E ficam lindo ali, enquanto a vivência do real não permite toalha de rosas com amigos. Letícia Moraes 🍓 Ultimamente penso em processos. Vou atrás do fenômeno, escavo a terra, exumo histórias, localizo, analiso e percebo. Fiz assim com uma bandeja contendo vinte morangos comprados a seis reais.  Os mineiros são os maiores produtores de morangos do Brasil.  O Sr. José, nascido em Sertãozinho, Minas Gerais, mudou-se para Pouso Alegre e lá colhe morangos há 35 anos. No seu casamento não teve bombons de morango. O dólar estava alto. Mas, quem come morangos? O Sr. José gostaria de viajar para o litoral em sua lua de mel, mas nã...

Trajetórias em Geografia Humanista - encontro com a Profa. Dra. Amélia Nogueira

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No dia 14 de maio de 2021, o NPGEOH passou uma noite para lá de especial. Tivemos o prazer de receber a Profa. Dra. Amélia Regina B. Nogueira para um bate papo livre que logo se transformou em várias aulas sobre a trajetória da professora e as possibilidades de criação de uma geografia verdadeiramente humanista. Amélia Nogueira, professora da UFAM, nos brindou com um relato da sua trajetória que se entrelaça com a configuração da geografia humanista brasileira, passando por diversas universidades e pelos seus encontros com outros membros da área. Seu trabalho com mapas mentais revelou um uso da metodologia para compreensão e síntese dos conhecimentos do povo que vive os rios e as matas no seu cotidiano. Nesse sentido, demonstrou como sua geografia humanista se faz a partir da consideração da vivência das pessoas e perpassa tudo o que essas vidas trazem: os embates e lutas cotidianas, os conflitos que se estabelecem onde quer que haja povo conhecedor de mundo em resistência contra a pre...

Diário a bordo do ápice outonal na lua nova de silêncio.

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A água do ar se espalhou em partículas de alta pressão. A palavra que soa boa disso tudo é: doar.   A umidade se foi acima, baixo, leste, sul, oeste e norte. É bom que tenhamos guardado gotículas dentro. É tempo de seca. Aqui, pelo menos, não se congela o que se resta de umidade. Ainda assim se sente cada grau dessa pressão nas veias e articulações. O ápice outonal esta entre a última lua cheia e a lua nova de hoje. Entretanto esse fulgor introspectivo combina mais com a saudosa lua nova a que nos encontramos. No hemisfério sul, acabamos de passar pelo Samhain (lê Souin), ritual em que se comemora o dia das bruxas. Pouco se ouve disso aqui, mas é como usar gorro natalino no verão tropical que se celebra esse dia no outubro sulino. Ter uma sazonalidade eurocêntrica é um blefe tão cego para quem existe aqui. Essa cegueira naturalizada me incomoda.   Aqui é ser-tão. Resistiremos e reexistiremos.   Há uma necessidade geográfica de fazermos a transmutação. E assim vamos muda...

O mundo está repleto de deuses! (por uma geografia selvagem) 🌼🐗

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 A coluna "nossa geografia humanista" retorna em 2021 com um trabalho inadiável.  A dissertação   "O mundo está repleto de deuses: sacralização da natureza e conservação da vida"  da mestra  Vanessa Araújo! 💚 Para se entregar a essa leitura, é preciso estar atenta. É uma denúncia que destila a necessária raiva contra os processos que tem nos colonizado e banalizado, passando pelo cristianismo, a ciência moderna europeia e, claro, o capitalismo. Não se trata de palavras conjugadas para soar bonitas. Elas são enfretamento, conexão com algo de profundo, um ataque de garra no âmago - entende a crueza e a pertinência da terra que devora os seres, ao passo que combate a banalidade a que nos submeteu os processos de colonialidade e especismo científico cristão. Exorta: o primeiro passo para a destruição do nosso mundo, das pessoas animais, pessoas vegetais e pessoas minerais, foi a dessacralização operada pela cristianismo, levado a cabo pela ciência moderna europeia ...

Seguimos em frente! 💙

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O NPGEOH retomou os trabalhos em março de 2021 e desde então segue a todo vapor! 💙 Iniciamos esse ano pandêmico de 2021 com nossa reunião mensal de abertura ocorrida no dia 5 de março , quando nos afagamos um pouco para renovar as energias dos encontros para um novo ano virtual. Discutimos e sonhamos planos para esse ano, alguns já em vias de se concretizar. A reunião nos firmou no compromisso de seguir pensando a geografia humanista e delineando práticas, não apenas palavras.  Abrimos os encontros de estudo do ano com dois encontros para lá de especiais: 1) A roda de conversa "Cartografias sociais e os sentires ser-natureza" , com a nossa membra, agora mestranda em Geografia pela UFAM, Alice Bessa, sobre seu projeto de mestrado no dia 19 de março de 2021.  2) A roda de conversa com nossa antiga membra, presente viva nos corações, Vanessa de Araújo sobre sua dissertação, defendida no PPGEO UFMG: "O mundo está repleto de deuses - sacralização da natureza e conservação ...

[GLOSSÁRIO] R de Religiosidade

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RELIGIOSIDADE por  Juliana Martins Fonseca* Harmonia Rosales, The creation of God. (Fonte: laparola.com.br) Estamos perdidas, perdidos, perdides, sozinhas, sozinhos e sozinhes. O ser humano possui uma persistente necessidade de estabelecer o sentido da vida e ter respostas assertivas acerca das incertezas da nossa mente e do mundo da vida. Contudo, essa tarefa não é fácil e gera um mal-estar sobre o nosso futuro. Diante disso, às vezes, criamos atalhos para acabar com o sentimento de insignificância frente a grandeza do Universo.  Um dos atalhos possíveis é a religião. Ela é definida como um conjunto de crenças e visões de mundo que relacionam os seres humanos com um Deus e estabelece valores morais e de conduta para uma vida em sociedade coesa e pacífica. A religiosidade é a forma que a religião acontece, ou nos acontece. Vale lembrar que o conceito de religiosidade, e também o de religião, como descritos acima, são usados apenas pelas bandas de cá, do Ocidente. A s práticas ...

Diário a bordo do fim dos tempos de colheita, equinócio de outono, 2021.

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(Inauguração da Série: Equinócios; solstícios e ápices sazonais nas estações do corpo-Terra) Dibujos dos diários - Alice Bessa Os cabelos voavam com a brisa do rio e o furar do espaço-tempo que uma bicicleta provoca. Senti cheiro de sangue, seria o meu ou da Mãe Terra? Lembrei-me: o equinócio de outono se aproxima. Um dos fios epistemológicos geográficos que mais me fascina é o estudo dos movimentos da Terra. Sua dança que produz nosso tempo. Meus fios ondulados receberam também luz de sol naquela manhã. Os pensamentos uterinos, molhados de sangue foram até a posição dos astros.   A antiguidade tinha uma relação muito íntima com esses movimentos celestiais. Saudávamos o tempo da Mãe Terra de forma orgânica. Hoje o que restou para a grande massa de seres humanos terrenos é o calendário ocidental. A geografia, assim como a física, guardou a matemática desse estudo, mas ela - a geografia - faz pontes que relaciona essa dança [de forma limitada] aos ciclos da natureza na Terra. O col...

[FotoGrafiar] Geografias de/em Mim por Dhéssica Karen Pires Nunes

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  Geografias de/em Mim por  Dhéssica Karen Pires Nunes Graduanda em Licenciatura em História, UNIFESSPA (Univercidade do Sul e Sudeste do Pará). Disciplina: Geografias, Imagens e Educação.  Durante o ensino remoto (devido a pandemia), tive a oportunidade de participar da disciplina: "Geografia, Imagens e Educação", onde pudemos observar diferentes tipos de linguagens que podem ser utilizadas como ferramentas do ensino da geografia.  Uma dessas linguagens foi a fotografia, que despertou diversas inquietações durante e depois da oficina que nos foi oferecida; ao final da disciplina, tivemos que desenvolver um trabalho artístico que envolvesse alguma linguagem que até então havíamos trabalhado. Diante dessa proposta, resolvi usar a fotografia como saber geográfico para me expressar diante da turma, e para dar um “novo” significado, busquei de forma criativa, me colocar dentro de cada imagem e legenda.  Partindo do ponto que a Geografia só é possível ser feita, po...

[GLOSSÁRIO] B de Buteco

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 BUTECO por Ludmila Virgínia Pereira Gondim Eu aprendi a gostar de futebol com o meu pai, e cerveja também. Eu aprendi a gostar de buteco com o meu pai, e que cerveja deve ser bebida em copo lagoinha, aquele tal de copo americano que aqui em Minas ganhou um nome mais simbólico, boêmio e afetivo. Eu aprendi que futebol e buteco, além do bom torresmo de tira-gosto, fazem parte desse ar boêmio que carrega a atmosfera de BH. Mas tem uma coisa que meu pai não me ensinou (inclusive, para ele é um desgosto) que mulher sozinha em buteco assistindo futebol incomoda o patriarcado.  O buteco é o templo sagrado do homem. Lá, ele xinga palavrões, fala da mulher dos outros, xinga jogadores, faz piadas de baixo calão, bebê sua cerveja e umas doses de cachaça, fuma um cigarro escondido da família, joga seu truco apostando dinheiro. No buteco, entre os parças, não há tempo para o julgamento, nesse lugar o homem transpira testosterona. Mas tudo fica mais tímido quando uma mulher ocupa esse luga...