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Mostrando postagens com o rótulo 2021

[MINICURSO] Colonialidade e fazer geográfico 💚

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O NPGEOH tem o enorme prazer de convidar à(o)s interessada(o)s para participar do MINICURSO: Colonialidade e fazer geográfico a ser  ministrado pela geógrafa Jamille Payayá 💚 nos dias 12/11/2021 (13h as 17h) e 26/11/2021 (8 as 12h).  As vagas são limitadas.  Para participar, é preciso preencher a ficha de inscrição:  https://forms.gle/74emFB4w9XNNg2YN7 A profa. Dra. Jamille Payayá é pertencente ao povo Payayá e professora da Universidade do Estado da Bahia, campus IV, Jacobina, onde coordena o Laboratório Saberes Geográficos e Alteridade (SABGEO). Atua no Movimento Associativo Indígena Payayá (MAIP), dedicando-se à educação indígena e à pesquisa histórica e geográfica referente aos povos indígenas na Bahia.  Sua tese " O sentido geográfico da identidade: metafenomenologia da alteridade Payayá " é um importante estudo geográfico, de base fenomenológica, acerca das rupturas e continuidades da geograficidade e historicidade do povo Payayá, mobilizando diversa...

Mais um Diálogos Humanistas se aproxima... 🌾 🌿

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  É  novamente chegada a época das trocas sobre geografia e fenomenologia nas terras mineiras... 💙 O VII Diálogos Humanistas vai acontecer entre os dias 29 e 31 de outubro de 2021 ,  novamente de maneira virtual. Entretanto, isso não impede que nossas trocas e diálogos sejam ricas e proveitosas!  Teremos dois espaços de diálogo, o primeiro voltado para a questão da “Educação e a formação humanista” . O segundo espaço de diálogo estará em torno de “Experiências diversas de lugar”.  Além disso, teremos a primeira Plenária dos Grupos de Pesquisa que compõem o evento! Para ver a PROGRAMAÇÃO completa, clique aqui!  Para acessar os ANAIS do evento, clique aqui! O Diálogos Humanistas é um evento produzido anualmente que reúne grupos de pesquisa de Geografia Humanista no estado de Minas Gerais. Nos últimos anos, esse evento ocorreu na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pelo Núcleo de Pesquisa em Geografia Humanista (NPGEOH) e na Universidade Federal dos ...

XI SEGHUM pra lá de especial!

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Nos dias 23 e 24 de setembro de 2021 acontece de forma virtual o XI Seminário Nacional sobre Geografia e Fenomenologia. A programação contará com uma Conferência de abertura proferido por Dylan Trigg sobre "Atmosfera de angustia: experiências contemporâneas" . Além disso, compõem o evento duas mesas especiais sobre "Ancestralidade e colonialidade" e "Memória, arte e identidade" . O encerramento será realizado por David Seamon, sobre "Geografia humanista, fenomenologia e lugar".  O evento conta ainda com uma Mostra de Artes virtual, que pode ser acessada aqui.  Uma linda e merecida homenagem foi realizada ao prof. João Batista de Mello e pode ser vista aqui . ❤ Não percam!! 💛 A gravação do evento está disponível no Youtube do GHUM e pode ser acessado aqui!  💥

[TRAVESSIA] Um caminhante e um poeta - Testamento

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  TESTAMENTO A sorte é que a morte um dia encontrará meu corpo. Quero estar cheio de vida para quando me deparar com ela viver a intensidade imensurável de cada instante. Os sons do ar misturam flutuantes e se perdem na estrada incoerente em que construí minha vida. A degustação insossa não comove minha alma. Os paralelepípedos se estendem pelo chão marcando divisas com a terra vermelha. Nesse terreno inclinado, ladeira a baixo posso cair. Imbricar-me no mato dentro. Quando morrer serei adubo fresco imergindo na terra molhada. As estrelas de anteontem destilavam alegria e dor. O rio que corta a serra encaixa-se entre dois paredões maciços enquanto as desordens da minha pele vão se desfazendo sem nenhum esforço. Nesse caminho aberto por deus sabe lá quem, encontro a vida que me restava para assumir minha condição mortal. Aceito as perdas, Aceito o fim. Um dia estarei distante, além desse meu mundo. Um dia meu mundo não irá mais existir. Resistirá os sonhos, segredos e mistérios, des...

Artesania de trocas - ateliês do npgeoh 💬

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O Npgeoh segue se reunindo virtualmente todos os meses. 💙 Nossa reunião mensal para debater as propostas e atividades do grupo acontece na primeira sexta-feira do mês. Nela, planejamos as atividades das linhas de pesquisa e consolidamos nossa agenda. Nossos encontros permanecem como pontos de contato para criação e troca!  Esse ano, o Npgeoh consolidou três novos formatos de encontros - os ateliês. 💦 Ateliê de tradução Encontros que se propõem a discutir as traduções de geografas e geógrafos humanistas anglófonos feitas por membros do grupo.  Iniciado no ano passado com a tradução em processo do livro "Place and placelessness" do Relph, feita pelo membro Ivo Venerotti, os encontros acontecem para leitura e discussão da obra traduzida.  Esse ano contamos ainda com a tradução em processo do livro "Textures of place : exploring humanist geographies", uma coletânea de vários autores, especialmente da obra de Anne Buttimer, "INTRODUCTION Moralities and Imagination...

[GLOSSÁRIO] P de Política

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  POLÍTICA Por Fernanda Cristina de Paula* Nunca concordei. Em tempos de Pandemia lemos ou ouvimos, com frequência, frases como: “É preciso não politizar o vírus” ou “Não podemos politizar a vacina” e eu nunca concordei. Mais do que isso: sempre estranhei, choquei. Finalmente, me perguntei: o que essas pessoas entendem por política? E quando digo “essas pessoas” estou me referindo à sociedade civil, a cientistas, jornalistas, formadores de opinião, pessoas com cargos no sistema político que defenderam esses bordões. E fica a questão: o que essas pessoas concebem como política? A pergunta, obviamente, é mais um exercício de retórica, pois, desde a perspectiva a partir da qual viso o mundo, a forma como essas pessoas pensam o que é política já está errada. Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2021/05/13/pais-adota-politica-de-morte-direcionada-a-corpos-negros-diz-advogada-da-coalizao * * * Hannah Arendt, no livro póstumo intitulado “O que é Política?” diz: “A política se basei...

Encontros com a educação - Profa. Dra. Álida Alves Leal (FAE/UFMG)

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No dia 16 de julho de 2021, o Npgeoh recebeu a Profa. Dra. Álida Alves Leal, da Faculdade de Educação da UFMG, para uma conversa sobre sua trajetória e o ensino de Geografia.  Na ocasião, discutimos sobre os (des)caminhos possíveis da Educação com as novas normativas curriculares, a reforma do Ensino Médio e a BNC Formação que vai influenciar diretamente a formação de professores e o currículo das licenciaturas em Geografia.  Para conhecer um pouco mais do trabalho da professora Álida, acesse:  "Passos de professores em rastros da metrópole: explorando geo-grafias docentes" (Dissertação de mestrado, 2011) "Desafios comuns, enfrentamentos singulares: narrativas de jovens docentes iniciantes no ensino médio público " (Tese de doutorado, 2017).  🌄🌆 O Npgeoh consolidou uma linha de pesquisa que atua no debate sobre o ensino de Geografia, trazendo pontes com a Geografia Humanista que se faz na escola, num olhar sempre atento ao contexto político em que essas práticas ...

[TRAVESSIA] Um caminhante e um poeta - Milagres

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 MILAGRES Tenho frio. E o desejo de retorno me consome. Mas apuro as papilas de minha boca, e sinto cortar na língua o doce sabor do café e do cravo cozidos no fogo que envolvia a lenha, transformando-a em brasa. Meu corpo inteiro se curva e adentra nesse contorcer adocicado, costurando caminhos de retorno ao mais primitivo instante de criação daquele líquido. Os pés de café. Da força da terra brota o grão-semente que gera vida para a eternidade. Retornava ao orgânico de minha vida, ao barro, ao pó. Esse desejo de imbricar-me nas veias expostas do chão e me enterrar. Engoli o lugar Tabuleiro degustando o sabor doce das terras de sua Serra. No fogão a lenha, o conforto da chama que invade o bule, e funde a água com o pó de café moído com cravo. Criação das mãos poetas de seu Zé. Meu corpo se conforta. Pois retornei ao mais profundo repouso de minha alma. A Terra-Tabuleiro. Desejo de meu corpo. Acalento orgânico para a o sem fim.

Os preparativos para o próximo Diálogos Humanistas já começaram...

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Já começamos a preparar o Diálogos Humanistas VII! Esse ano, temos a previsão de fazer nossos diálogos entre os dias 29, 30 e 31 de outubro de 2021. O evento se consolida como um espaço de troca de ideias humanistas e fenomenológicas e será 100% virtual novamente. Buscamos mais uma vez as conversas, trocas de ideias, comentários, bibliografias, entre os estudantes dos quatro grupos que o compõe! Nosso foco é sempre o diálogo! Este ano, ficamos ainda mais ricos, porque além do Ghuapo, NPGEOH e Ghente, agora temos também novos conversantes da PUC-MG! Logo mais nos encontramos!

Qualificação de mestrado 💙 Matheus Rodrigues

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💙💙  No dia 25 de junho de 2021, realizamos no Npgeoh a qualificação de mestrado do nosso querido membro Matheus Rodrigues.  Ele apresentou sua escrita parcial da dissertação de mestrado, intitulada "OCUPA UFMG 2016: A EXPERIÊNCIA DA OCUPAÇÃO ESTUDANTIL E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS DA DOCÊNCIA" e recebeu as contribuições do grupo. Trocamos nossas impressões a partir da leitura e apresentação da escrita parcial e confabulamos o desejo por uma metodologia rica de trocas e sensibilidades ocupantes. Parabéns, Matheus! 💙

Ateliê de escrita | Morangos 🍓

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🍓 Em vermelho tom, fruta não nossa. Nunca vi morango no doce feito na roça. Mas vi na novela. E no programa de culinária. Então para amanhã teremos torta de morangos a ser servida para o chá da tarde com alguém. Uma toalha de rosas. Xícaras de porcelana com flor. Chapéu, tempo leve. Conversa, riso.  Temperatura calma. Chique.  Morangos são sonhos. E ficam lindo ali, enquanto a vivência do real não permite toalha de rosas com amigos. Letícia Moraes 🍓 Ultimamente penso em processos. Vou atrás do fenômeno, escavo a terra, exumo histórias, localizo, analiso e percebo. Fiz assim com uma bandeja contendo vinte morangos comprados a seis reais.  Os mineiros são os maiores produtores de morangos do Brasil.  O Sr. José, nascido em Sertãozinho, Minas Gerais, mudou-se para Pouso Alegre e lá colhe morangos há 35 anos. No seu casamento não teve bombons de morango. O dólar estava alto. Mas, quem come morangos? O Sr. José gostaria de viajar para o litoral em sua lua de mel, mas nã...

Trajetórias em Geografia Humanista - encontro com a Profa. Dra. Amélia Nogueira

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No dia 14 de maio de 2021, o NPGEOH passou uma noite para lá de especial. Tivemos o prazer de receber a Profa. Dra. Amélia Regina B. Nogueira para um bate papo livre que logo se transformou em várias aulas sobre a trajetória da professora e as possibilidades de criação de uma geografia verdadeiramente humanista. Amélia Nogueira, professora da UFAM, nos brindou com um relato da sua trajetória que se entrelaça com a configuração da geografia humanista brasileira, passando por diversas universidades e pelos seus encontros com outros membros da área. Seu trabalho com mapas mentais revelou um uso da metodologia para compreensão e síntese dos conhecimentos do povo que vive os rios e as matas no seu cotidiano. Nesse sentido, demonstrou como sua geografia humanista se faz a partir da consideração da vivência das pessoas e perpassa tudo o que essas vidas trazem: os embates e lutas cotidianas, os conflitos que se estabelecem onde quer que haja povo conhecedor de mundo em resistência contra a pre...

O mundo está repleto de deuses! (por uma geografia selvagem) 🌼🐗

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 A coluna "nossa geografia humanista" retorna em 2021 com um trabalho inadiável.  A dissertação   "O mundo está repleto de deuses: sacralização da natureza e conservação da vida"  da mestra  Vanessa Araújo! 💚 Para se entregar a essa leitura, é preciso estar atenta. É uma denúncia que destila a necessária raiva contra os processos que tem nos colonizado e banalizado, passando pelo cristianismo, a ciência moderna europeia e, claro, o capitalismo. Não se trata de palavras conjugadas para soar bonitas. Elas são enfretamento, conexão com algo de profundo, um ataque de garra no âmago - entende a crueza e a pertinência da terra que devora os seres, ao passo que combate a banalidade a que nos submeteu os processos de colonialidade e especismo científico cristão. Exorta: o primeiro passo para a destruição do nosso mundo, das pessoas animais, pessoas vegetais e pessoas minerais, foi a dessacralização operada pela cristianismo, levado a cabo pela ciência moderna europeia ...

Seguimos em frente! 💙

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O NPGEOH retomou os trabalhos em março de 2021 e desde então segue a todo vapor! 💙 Iniciamos esse ano pandêmico de 2021 com nossa reunião mensal de abertura ocorrida no dia 5 de março , quando nos afagamos um pouco para renovar as energias dos encontros para um novo ano virtual. Discutimos e sonhamos planos para esse ano, alguns já em vias de se concretizar. A reunião nos firmou no compromisso de seguir pensando a geografia humanista e delineando práticas, não apenas palavras.  Abrimos os encontros de estudo do ano com dois encontros para lá de especiais: 1) A roda de conversa "Cartografias sociais e os sentires ser-natureza" , com a nossa membra, agora mestranda em Geografia pela UFAM, Alice Bessa, sobre seu projeto de mestrado no dia 19 de março de 2021.  2) A roda de conversa com nossa antiga membra, presente viva nos corações, Vanessa de Araújo sobre sua dissertação, defendida no PPGEO UFMG: "O mundo está repleto de deuses - sacralização da natureza e conservação ...

[FotoGrafiar] Geografias de/em Mim por Dhéssica Karen Pires Nunes

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  Geografias de/em Mim por  Dhéssica Karen Pires Nunes Graduanda em Licenciatura em História, UNIFESSPA (Univercidade do Sul e Sudeste do Pará). Disciplina: Geografias, Imagens e Educação.  Durante o ensino remoto (devido a pandemia), tive a oportunidade de participar da disciplina: "Geografia, Imagens e Educação", onde pudemos observar diferentes tipos de linguagens que podem ser utilizadas como ferramentas do ensino da geografia.  Uma dessas linguagens foi a fotografia, que despertou diversas inquietações durante e depois da oficina que nos foi oferecida; ao final da disciplina, tivemos que desenvolver um trabalho artístico que envolvesse alguma linguagem que até então havíamos trabalhado. Diante dessa proposta, resolvi usar a fotografia como saber geográfico para me expressar diante da turma, e para dar um “novo” significado, busquei de forma criativa, me colocar dentro de cada imagem e legenda.  Partindo do ponto que a Geografia só é possível ser feita, po...

[GLOSSÁRIO] B de Buteco

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 BUTECO por Ludmila Virgínia Pereira Gondim Eu aprendi a gostar de futebol com o meu pai, e cerveja também. Eu aprendi a gostar de buteco com o meu pai, e que cerveja deve ser bebida em copo lagoinha, aquele tal de copo americano que aqui em Minas ganhou um nome mais simbólico, boêmio e afetivo. Eu aprendi que futebol e buteco, além do bom torresmo de tira-gosto, fazem parte desse ar boêmio que carrega a atmosfera de BH. Mas tem uma coisa que meu pai não me ensinou (inclusive, para ele é um desgosto) que mulher sozinha em buteco assistindo futebol incomoda o patriarcado.  O buteco é o templo sagrado do homem. Lá, ele xinga palavrões, fala da mulher dos outros, xinga jogadores, faz piadas de baixo calão, bebê sua cerveja e umas doses de cachaça, fuma um cigarro escondido da família, joga seu truco apostando dinheiro. No buteco, entre os parças, não há tempo para o julgamento, nesse lugar o homem transpira testosterona. Mas tudo fica mais tímido quando uma mulher ocupa esse luga...